Eclosão de caos



Vou caminhando madrugada adentro,
saindo das vielas em contra-mão ao centro
Eu vou na minha sem ser percebido,
ouvindo meu som, e vendo o proibido
Saiu na calada e sempre na espreita,
ligeiro com qualquer atitude ou ação suspeita
Conhecendo a madrugada como a própria palma,
curtindo seu silêncio, tranquilidade e calma
Já vi coisas na qual nunca queria ter visto,
lamentos em vão, em nome de Jesus Cristo
E eu me arrisco, pois já é de costume,
quem me dera um dia poder estar imune
Isso sempre mantem minha estrutura abalada,
olhar pra isso, enxergar nada
A raiva e a frustração caminham lado a lado,
desespero e pecado, mandam recado
Regenere e livre-se de todo o mal,
sirva de exemplo, impondo moral
Por quê você acha que falo e não me calo?
por quê você acha que não dou intervalo?
Deve ser porque me expresso é por lazer,
focando o poder de com rima o som fazer
Gire ao seu redor e analise o terror,
busque e procure em você... algum amor...


Luiz Diego N. Bravo
Santos - SP/ clima catastrófico

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Conteúdo Explícito

Óbvio que é obra de ficção, não tente isso em casa.

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