Serial murders

Tento entender o porque da minha revolta,
de todo o desespero do ódio que me escolta
Tomado pela guerra ser mais um doente,
estar constantemente armado até os dentes
Necessidade essa de ser destrutivo,
confiar menos na sorte, ser mais intuitivo
Por baixo dos panos ainda tenho bons planos,
na hora certa "H", só acertos sem enganos
Um dia possa ser que veja a sepultura,
ou seja corroído por um mundo de amargura
O soldado sempre nunca tem noção do que faz,
luta pela nação, que diz lutar por paz
Genocídio, extermínio e ataque terrorista,
o altista ditador já preparou a lista
Certo dia eu serei conhecido aonde for,
passarei de um mero agredido à agressor
Tenta derrubar, faz da minha vida um teste,
infeste, arranca meu norte destrói meu leste
A peste do rumo não me faz perder o caminho,
instinto é quem me guia quando meu mar vira vinho
Segura minha honra varando teu corpo ao meio,
prazer é pela carne do distúrbio alheio
Pense pelo lado bom o quanto que me ama,
seria me amar enquanto a morte aos poucos chama
Rasgando, perfurando, cortando... aos fins agonizando,
em mim não sinto nada mas te vejo sangrando
Não posso me queixar, você foi o tanto forte,
da minha vida o mais profundo de todos os cortes
Ouvir sua voz distorcida me faz não querer parar...
...até saber que falta o ar
Preparei esse jantar pensando em nós dois,
sabendo que a surpresa maior viria depois
Agora olho em seus olhos e você não me enxerga,
amargura minha mente meu caos carrega e cega
Depois do black-out minha cabeça ainda dói,
e o que sobrou de você não mais me fará herói

Luiz Diego N.Bravo
Santos - SP/ clima pesadelo

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